Poema "O Porto"

por Karina Novoa.

Imagem do texto original

Tudo chega pelo porto. Tudo sai pelo porto. O pescado é tratado no porto, pesado e congelado no porto e, do porto, é embarcado. A rede é estendida no porto, remendada e preparada no porto. No porto descansa o pescador, a canoa no calão, o saveiro de pesca, a grozeira.
O peixe seca no porto, a mulher espera no porto e o visitante desembarca no porto. Um barco é construido no porto e um casco toma banho de piche no porto. A maré cheia invade as casas do porto e o sol, todos os dias, se põe atrás da ilha do porto.
Depois de passar pelo porto, tudo sobe a ladeira. E, lá em cima, surpresa – o campo, o baba, a igreja; que, junto com o porto de antes, pulsam para a vila inteira, a vida que vai escoando por dentro de suas artérias, se espalhando das ruas para cada casinha daquela.
Quando o sol mais esquenta, aí o pulsar acelera, até uma arritmia, mas logo se recupera. E quando chega o inverno, tudo retorna igual: o porto, a maté, o pescado, a chuva e a espera, pela chegada do barco, ou por mais um verão que já era.

Texto reproduzido para tradução

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